A Amagis deu um importante passo para a valorização da cultura, da literatura e da memória da magistratura ao criar, nesta segunda-feira, dia 25 de maio, a Academia de Letras da Magistratura Mineira (ALM). A instituição será destinada a personalidades de notável saber jurídico que tenham contribuído de forma relevante para a cultura e para o desenvolvimento do Direito. De acordo com o estatuto da entidade, a Academia tem como finalidade promover a congregação dos membros da Magistratura mineira, incentivar a cultura da língua pátria e valorizar a literatura nacional.

A reunião de fundação foi aberta pela presidente da Amagis, juíza Rosimere Couto, que destacou a importância histórica da criação da Academia. “É uma alegria muito grande participar deste momento histórico para a Magistratura mineira. A criação da Academia representa a valorização da literatura e da cultura e o reconhecimento da sensibilidade, da reflexão e do compromisso intelectual que sempre marcaram a trajetória dos magistrados mineiros. Tenho certeza de que a Academia será um espaço permanente de preservação da memória, de incentivo à produção literária e de fortalecimento da nossa identidade institucional”, afirmou.

A ALM receberá o nome de “Casa de Tomás Gonzaga.” Também ficou definido, durante a reunião, que o funcionamento efetivo da Academia ocorrerá após a posse solene dos fundadores e da diretoria.
Os fundadores presentes elegeram, por unanimidade, a primeira Diretoria da Academia:
- Presidente: Juiz Renato César Jardim
- Vice-Presidente: Juíza Daniela de Freitas Marques
- Secretário-Geral: Juiz Jorge Paulo dos Santos
Integram o grupo de fundadores da Academia a presidente da Amagis, Rosimere Couto; os desembargadores Nelson Missias de Morais, Bruno Terra Dias, Tiago Pinto, Kildare Gonçalves Carvalho, Rogério Medeiros Garcia de Lima e Matheus Chaves Jardim; os juízes Renato César Jardim, Aldina Soares, Carlos Roberto Loiola, Jorge Paulo dos Santos e Daniela de Freitas Marques. O vice-presidente de Aposentados e Pensionistas da Amagis, juiz Afonso José de Andrade, participou da reunião.
Os fundadores elegeram os integrantes para compor a Comissão de Admissão: os desembargadores Rogério Medeiros e Bruno Terra Dias, e a juíza Aldina Soares.
Segundo o presidente eleito da ALM, juiz Renato César Jardim, a entidade nasce fundamentada em três princípios essenciais. “Preservar o português culto; preservar a memória de grandes autores, de grandes escritores e transmitir esse legado para os mais jovens; e incentivar a criação e a produção literária e a leitura, por meio de concursos.1 Espero que a Academia repercuta e engrandeça ainda mais o nome da Magistratura mineira”, destacou.

Para a vice-presidente eleita, juíza Daniela Marques, a criação da Academia representa a valorização da memória e da literatura em tempos de efemeridade.“Para mim, a coisa mais bonita e que mais vem à alma é a literatura. E trazer a memória daqueles que vieram antes e que, muitas vezes, são esquecidos nesse tempo líquido é trazer dentro do coração todos esses escritores que marcaram as letras brasileiras. Tem um verso de um poeta que diz: ‘sou aquilo que minha memória guarda’. Meu sentimento é de felicidade e gratidão”, afirmou.

O desembargador Nelson Missias ressaltou que a criação da Academia concretiza um antigo sonho da Magistratura mineira. “Hoje é um dia emblemático, o dia em que fundamos a Academia de Letras da Magistratura Mineira, que terá o propósito de trazer para dentro da literatura aqueles que já são literatos tanto na escrita quanto da leitura, para que possamos valorizar, cada vez mais, os literatos da Magistratura mineira”, disse.


