Representantes da Amagis, da Emajs e do Centro Universitário Dom Helder reuniram-se, na última sexta-feira (27/2), na sede da Associação, para realizar um balanço da primeira turma do MBA em Direito Ambiental e Minerário e promover a entrega simbólica de certificados a alguns alunos. O curso contou com o apoio do Sindiextra e teve sua primeira turma concluída em 2025.
Durante o encontro, dirigentes, professores e alunos destacaram a relevância estratégica da temática ambiental e minerária, a qualidade do corpo docente e a importância da parceria institucional para a qualificação da magistratura e de profissionais da área.

Ao abrir a reunião, a presidente da Amagis, juíza Rosimere Couto, ressaltou a satisfação com os resultados alcançados. “Essa parceria foi muito proveitosa. Ficamos muito felizes com o resultado”, afirmou, destacando a importância do tema ambiental, especialmente para Minas Gerais, estado cuja história e economia estão fortemente ligadas à mineração.

O diretor executivo da Emajs, juiz Richardson Xavier Brant, enfatizou que o curso foi estruturado com foco na realidade prática enfrentada pelos profissionais da área. Segundo ele, o MBA foi pensado a partir das demandas concretas do Direito Ambiental, com enfoque minerário, mas sem perder a amplitude da temática ambiental.
 
Richardson destacou ainda que o conteúdo prático foi um diferencial: “O curso teve um conteúdo voltado para a prática, que é o mais importante. Preparou o profissional para enfrentar as questões que vai encontrar na discussão da matéria”. Ele também ressaltou que a Dom Helder é hoje referência nacional em Direito Ambiental.

Excelência acadêmica

O coordenador do curso, professor Romeu Thomé, avaliou que a experiência também foi excelente para a instituição de ensino, especialmente pela participação de alunos altamente qualificados. Ele explicou que o MBA foi estruturado com flexibilidade de formatos — disciplina isolada, módulos ou curso completo —, além de aulas remotas e gravadas, facilitando a participação de magistrados e profissionais do interior do Estado.
 

O desembargador Newton Teixeira Carvalho, professor da Dom Helder, ressaltou a importância de aproximar a academia da realidade forense. Para ele, um dos méritos do MBA foi justamente promover essa integração entre teoria e prática. “É essencial casar teoria e prática ao mesmo tempo”, afirmou, defendendo que magistrados continuem estudando e aprofundando seus conhecimentos após o ingresso na carreira.

Ele também destacou o papel estratégico do Direito Ambiental no cenário internacional, mencionando a relevância das terras raras, da mineração e dos interesses nacionais envolvidos no debate ambiental.
 

Alunos

O juiz Renan Carreira Machado, aluno do curso, destacou a iniciativa da Amagis, da Emajs e da Dom Helder, elogiando a qualidade do corpo docente e a estrutura da universidade. “O nível dos professores foi muito alto. A estrutura física da instituição me impressionou, especialmente a biblioteca. É um polo de excelência, e nós, mineiros, ficamos muito orgulhosos disso”, afirmou.

Ele ressaltou ainda a escolha acertada da temática. “O Direito Ambiental tem enorme importância em nosso Estado, e a questão minerária hoje é também um ponto estratégico no cenário internacional. Foi uma experiência muito enriquecedora”, destacou magistrado.

José Guilherme Ramos, aluno do curso e conselheiro do Sindiextra, relatou que, mesmo não vindo da área do direito, teve uma experiência extremamente positiva. Ele destacou a metodologia híbrida, com encontros presenciais concentrados e aulas on-line, que permitiu conciliar a rotina profissional com os estudos. “Foi um curso leve, muito bem estruturado, com equilíbrio entre teoria e prática”, afirmou.