A Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) manifesta repúdio aos ataques de cunho racista dirigidos ao juiz Fábio Francisco Esteves, conselheiro do CNJ, e à juíza Franciele Pereira do Nascimento, auxiliar do STF, ocorridos durante transmissão de evento institucional promovido pela Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Paraná.
As manifestações ofensivas, proferidas em ambiente destinado ao diálogo, à educação e à construção de uma sociedade mais justa, revelam não apenas intolerância inaceitável, mas também afronta direta aos valores fundamentais que sustentam o Estado Democrático de Direito e uma sociedade civilizada. Trata-se de conduta que ultrapassa o âmbito individual, atingindo a própria dignidade da Magistratura e o compromisso do Poder Judiciário com a igualdade e a justiça.
A Amagis se solidariza integralmente com os magistrados atingidos, profissionais cujas atuações honram a Justiça brasileira, e reforça que o racismo constitui crime grave, que deve ser apurado com rigor e enfrentado de forma permanente pelas instituições.
Episódios dessa natureza devem ser prontamente investigados e seus responsáveis devidamente identificados e responsabilizados, de modo a reafirmar que não há espaço para práticas discriminatórias em nossa sociedade.
A Associação reafirma seu compromisso inegociável com a defesa dos direitos fundamentais, com a promoção da igualdade racial e com o respeito à dignidade da pessoa humana, valores que orientam a atuação da Magistratura e que devem ser permanentemente preservados.
Belo Horizonte, 22 de março de 2026.
Juíza Rosimere das Graças do Couto
Presidente da Amagis


