A Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) manifesta repúdio à charge publicada neste sábado, 9/5, no jornal Folha de S. Paulo, assinada por Marília Marz. A publicação ofende a memória da juíza Mariana Ferreira, mulher e magistrada, que perdeu a vida enquanto tentava realizar o sonho da maternidade. Além do evidente mau gosto e da profunda falta de sensibilidade, a charge revela hostilidade injustificável contra toda a Magistratura, ao instrumentalizar uma tragédia humana para atacar e generalizar uma classe profissional.

A Amagis manifesta solidariedade à família da juíza Mariana Ferreira e aos colegas magistrados gaúchos. A entidade também endossa integralmente a nota divulgada pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul, reproduzida abaixo.

Rosimere das Graças do Couto
Presidente da Amagis


A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) manifesta profunda indignação e perplexidade diante da charge publicada pela Folha de S.Paulo, assinada por Marília Marz, por se tratar de uma manifestação ofensiva e profundamente desumana, que afronta a memória de uma magistrada em momento de luto coletivo.

A juíza Mariana Ferreira faleceu em circunstâncias especialmente sensíveis, durante procedimento médico relacionado ao seu legítimo projeto de vida de ser mãe. A exemplo do que se verifica na trajetória de inúmeras magistradas, foi compelida a postergar esse sonho diante dos sacrifícios pessoais inerentes ao exercício da carreira. Esse contexto, por si só, exige respeito, empatia e responsabilidade. A publicação da charge, justamente no final de semana do Dia das Mães, agrava de forma inaceitável a dor e o sofrimento da família, dos amigos e de colegas da magistratura.

A crítica é legítima em uma sociedade democrática. No entanto, a ânsia em deslegitimar o Poder Judiciário não pode ultrapassar os limites da humanidade, da ética e do respeito à dignidade das pessoas.

A AJURIS repudia com veemência a publicação e informa que adotará as medidas jurídicas e institucionais adequadas. Por fim, reitera a solidariedade à família, aos amigos e a todos os que compartilham este momento de perda, conclamando à reflexão sobre os limites éticos que devem orientar a liberdade de expressão.

Daniel Neves Pereira
Presidente da AJURIS