O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realiza, entre os dias 19 e 21 de março, o 1° Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa. O evento, que tem entre os apoiadores a Amagis, a AMB, e os Tribunais de Justiça de Minas Gerais, do Distrito Federal, do Acre, do Maranhão e de Sergipe, vai debater a solução de conflitos e desavenças relacionadas à violência de gênero, por meio de métodos alternativos que buscam o consenso e a colaboração. 

Durante os três dias, serão levantadas questões que abordam o papel que as mulheres vêm desempenhando na história da Justiça Restaurativa e em toda a sua construção, promovendo a reflexão sobre a importância dessa atuação.

 

A palestra de abertura, O Feminino e a Justiça Restaurativa, ficará sob a responsabilidade de Katie Mansfield, doutora em técnicas de arte e corpo para consciência de trauma e construção de resiliência, mestre pelo Instituto Kroc de Notre Dame e bacharela em História pela Universidade de Harvard.  

Ainda no primeiro dia de encontro, será promovida uma roda de conversa com a participação da desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Joanice Maria Guimarães de Jesus, momento que tem por objetivo dar voz às mulheres restaurativas. 

No segundo dia, haverá uma atividade vivencial com o tema “O corpo como instrumento de cura”, guiada pela dra.  Katie Mansfield. A conquista de espaço feminino no universo da Justiça Restaurativa e a apresentação do projeto “Criando Juntas e suas Expectativas” são algumas das atividades previstas. 

Oficinas temáticas e plenária com o intuito de concretizar o trabalho construído durante os dias de evento estão previstas para acontecer no último dia. Ao final, haverá a divulgação da Carta de Brasília  documento que constará diretrizes para os próximos passos da iniciativa.  

As palestras acontecerão no auditório do Conselho da Justiça Federal (CJF), em Brasília.

Veja a programação completa aqui.

O 1° Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa é uma realização dos Comitês da Justiça Restaurativa e da Participação Feminina e terá fundamental importância no reconhecimento a respeito do papel que as mulheres vêm desempenhando na história da Justiça Restaurativa.

Práticas Restaurativas 

As práticas restaurativas são métodos alternativos à justiça tradicional para resolver conflitos e podem ser usadas para ajudar mulheres vítimas de violência de gênero. Os princípios da Justiça Restaurativa são voluntariedade, consenso e confidencialidade.  

Essas práticas podem ajudar na superação de traumas, promover a autoestima e o autoconhecimento, ajudam também na identificação e no desprendimento de dependências emocionais.