ludmilagrillo.jpgDo Rio de Janeiro para Minas, a nova juíza Ludmila Lins Grillo tomou posse no dia 5 de abril e, nesta entrevista ao site da Amagis, fala de suas expectativas ao ingressar como membro de uma instituição tão respeitada como a magistratura mineira. Confira:

- Como a senhora escolheu a área do Direito e, depois, a magistratura mineira?
A perseverança e o sucesso de minha mãe que, aos quarenta e poucos anos, voltou a estudar, sozinha, logrando êxito em três concursos, foram importantes para minha escolha. Decidi que também queria seguir aquele caminho. Queria ser servidora pública, com um bom cargo, estável, e ainda contribuir de alguma forma para o benefício da sociedade de forma a me realizar também como pessoa – e não só como profissional. Visualizei a carreira da magistratura como sendo aquela que me completaria em todos os sentidos. Foi aí que optei pelo Direito. A escolha pela magistratura mineira veio pela simpatia que tenho pelo Estado de Minas Gerais.

- Há alguns anos, a magistratura era uma carreira essencialmente masculina, e esta situação está mudando. A que a senhora atribui essa ascensão feminina?
A ascensão feminina está diretamente ligada à consciência coletiva que, ao longo dos anos, foi se estabelecendo em matéria de direitos das mulheres. Não se deve a um fato específico, mas à evidente capacidade demonstrada ao longo dos anos. Para mim, essa ascensão sempre foi um caminho natural e inevitável – um dia teria que acontecer. A força e a capacidade das mulheres sempre foram algo muito óbvio. A capacidade de administrar várias coisas importantes ao mesmo tempo (casa, filhos, beleza, trabalho e relacionamento) sempre deixou muito clara a força da mulher.

- Qual a expectativa da senhora, que entra agora para uma das maiores e mais respeitadas magistraturas do país?
As expectativas são as melhores possíveis. Ingressar como membro de uma instituição tão respeitada só aumenta a imensa vontade de participar ativamente da transformação social e de contribuir efetiva e diariamente para a concretização da Justiça, colocando em prática tudo aquilo que, até então, víamos no plano teórico, o que certamente trará não somente grande realização profissional e pessoal, como também, grande benefício à sociedade mineira com a chegada dos novos juízes.