A presidente da Amagis, juíza Rosimere Couto, participou, nesta quarta-feira (4/3), do lançamento do livro "Afrânio Vilela: Um mineiro de Ibiá no Superior Tribunal de Justiça", realizado no Espaço Cultural do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. O vice-presidente Sociocultural-Esportivo da Amagis e juiz auxiliar da 2ª Vice-Presidência do TJMG, Thiago Grazziane Gandra, também prestigiou a solenidade. A obra, que resgata a trajetória e o pensamento jurídico do ministro Afrânio Vilela, já havia sido apresentada em dezembro de 2025 na sede da Amagis, em Belo Horizonte, em evento promovido pela Associação e pela Escola Superior da Magistratura Desembargadora Jane Silva (Emajs). LEIA MAIS AQUI.

Organizada por Luiz Carlos Gambogi e Richardson Xavier Brant, a coletânea reúne 16 capítulos escritos por juristas e membros da magistratura e retrata o percurso do magistrado desde a infância em Ibiá, no interior de Minas Gerais, até sua atuação no Superior Tribunal de Justiça. O prefácio é assinado pelo ministro João Otávio de Noronha, enquanto o posfácio leva a assinatura do ministro Sebastião Reis Junior.

Durante o lançamento no STJ, o presidente da Corte, ministro Herman Benjamin, destacou a forte ligação do homenageado com Minas Gerais e com sua cidade natal. Segundo ele, Ibiá representa para o ministro “o centro do mundo”, evidenciando a importância das origens mineiras em sua trajetória.

O ministro João Otávio de Noronha também enalteceu a carreira de Afrânio Vilela e afirmou que “foi Afrânio que homenageou o STJ quando tomou posse nesta corte”. O magistrado ainda enfatizou o orgulho de homenagear um colega mineiro. “O que me deixa feliz é homenagear alguém verdadeiramente mineiro. O Afrânio é uma pessoa muito querida em Minas Gerais”, disse.

No evento, a presidente da Amagis destacou a trajetória de Afrânio Vilela, que, segundo ela, representa um exemplo para toda a magistratura. “A história do ministro honra a magistratura mineira e brasileira. Sua carreira é marcada pela excelência técnica, pela sensibilidade humana e pelo compromisso permanente com uma Justiça mais acessível e próxima da sociedade. É motivo de grande orgulho para Minas Gerais ver sua contribuição reconhecida nacionalmente”, afirmou Rosimere Couto.

Ao recordar a homenagem realizada anteriormente na sede da Associação, a presidente também comentou o significado da presença de Afrânio Vilela no Superior Tribunal de Justiça. Segundo ela, Minas Gerais se orgulha de ver um magistrado de sua estatura contribuir para o aprimoramento da Justiça em âmbito nacional, levando ao STJ uma atuação marcada pela ética, pelo talento jurídico e por uma visão humanista do exercício da magistratura.

Emocionado, Afrânio Vilela destacou que o livro aborda temas de sua trajetória profissional, como os métodos consensuais de solução de conflitos. “A Justiça não pode ter muros: ela deve ter portas, ser aberta para todos”, afirmou.

Sobre o livro

"Afrânio Vilela: Um mineiro de Ibiá no Superior Tribunal de Justiça" reúne dezesseis capítulos escritos por magistradas, magistrados e juristas que dialogam com o pensamento do homenageado e registram sua contribuição ao Direito e à Magistratura. Entre os autores estão Armando Ghedini Neto, Áurea Brasil Perez (com Cecília Souki), Caetano Levi Lopes, Carlos Augusto de Barros Levenhagen, Lílian Maciel, Luiz Carlos Rezende e Santos, Manoel dos Reis Morais, Marcelo de Oliveira Milagres, Nelson Missias de Morais, Pedro Bitencourt, Raimundo Messias Júnior, Richardson Xavier, Rogério Medeiros, Saulo Versiani, Teresa Cristina da Cunha Peixoto (com Ana Clara da Cunha Peixoto Reis) e o advogado e ex-procurador de Justiça Nelson Rosenvald.        

No prefácio, o ministro João Otávio de Noronha define a obra como “uma travessia pela vida e pelo pensamento de Afrânio Vilela”, afirmando tratar-se de “um testemunho vivo de uma vida que se entrelaça com a própria história do Judiciário nacional”. Ele destaca que o livro surge em um momento de transformação institucional e que Afrânio Vilela simboliza essa reinvenção com equilíbrio e humanidade.

No posfácio, o ministro Sebastião Alves dos Reis Júnior afirma que o livro vai além de uma coletânea de reflexões jurídicas, configurando “uma homenagem viva à trajetória de Afrânio Vilela”. Ele relembra a firmeza, a ética e a sensibilidade que marcaram sua atuação como juiz, desembargador e ministro. 

Organização: desembargador Luís Carlos Gambogi e juiz Richardson Xavier Brant

Prefácio: ministro João Otávio de Noronha

Posfácio: ministro Sebastião Reis Júnior

Publicação: Amagis

Fotos: Lucas Pricken/STJ