Desembargadores e juízes do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que se aposentaram entre 2024 e 2026, tiveram as trajetórias celebradas no Auditório do Tribunal Pleno da Corte mineira, durante cerimônia realizada nesta sexta-feira, 21.


Os homenageados receberam medalhas comemorativas das mãos do presidente do TJMG, desembargador Vicente de Oliveira Silva; do 1º vice-presidente do TJMG, desembargador Márcio Idalmo Santos Miranda; do 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Ejef, desembargador Manoel dos Reis Morais; e do corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, desembargador Raimundo Messias Júnior, que compuseram a mesa de honra ao lado do superintendente administrativo adjunto do TJMG, desembargador André Leite Praça; do ex-presidente do TJMG desembargador Geraldo Augusto de Almeida; e do vice-presidente de Aposentados e Pensionistas da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), juiz Afonso José de Andrade, representando a presidente da Amagis, juíza Rosimere das Graças do Couto.


Missão
A solenidade foi conduzida pelo presidente Vicente de Oliveira Silva, que iniciou seu discurso resgatando o legado do ex-presidente do TJMG no biênio 1990-1992, desembargador José Fernandes Filho, falecido em outubro de 2025.

Ele enfatizou que seu exemplo traduz "com exatidão, a grandeza e a imensurável responsabilidade que os homenageados abraçaram ao assumir a missão de julgar e personificar a Justiça":
"De um juiz, todos esperam independência, probidade, competência. Eu ouso esperar mais: que seja sábio. Mas não necessariamente erudito, porque erudição não é sinônimo de sabedoria. Membro do Poder Judiciário, só o admito de postura firme, reta, corajosa, vertical. Postura de quem tem consciência de sua dignidade e dela jamais abdicará. Enérgico para restabelecer o equilíbrio violado, sereno para compreender a humanidade."

Ele também refletiu sobre a complexidade prática e ética do ofício, lembrando que a aplicação das leis exige um profundo exercício de consciência individual. Ao citar o filósofo francês Paul Ricoeur (1913-2005), o presidente descreveu a solidão e o peso da responsabilidade que acompanham um magistrado no instante em que decide o destino de um cidadão.
Ao projetar o futuro dos homenageados após décadas de dedicação ao serviço público, o desembargador Vicente de Oliveira Silva enfatizou que a aposentadoria não representa um fim, mas sim um recomeço fértil e cheio de possibilidades para o cultivo da vida pessoal. Para reiterar esse sentimento de renovação, ele encerrou o discurso desejando que este novo ciclo seja vivenciado com total plenitude:
"A cada um dos magistrados e magistradas homenageados nesta sessão, meus votos são de que o novo ciclo de vida que inauguram, a partir da aposentadoria, seja igualmente um tempo de autorrealização e, sobretudo, de celebração da vida. Que estejam inteiros em cada uma de suas ações e que possam fazer o melhor, sempre."
Homenageados
O desembargador aposentado Caetano Levi, discursando em nome dos homenageados, enfatizou o sentimento de felicidade do grupo e abordou o compromisso ético mantido pelos magistrados ao longo de décadas de dedicação ao serviço público:
"Nós, magistradas e magistrados que encerramos a carreira com a aposentadoria, estamos felizes diante desta portentosa homenagem da nossa Instituição. Herdeiros que somos da notável cultura jurídica greco-romana, durante décadas entregamos à sociedade o nosso tempo, um trabalho diuturno, orientado por uma conduta ética elevada. Por outro norte, a gratidão sempre deve estar presente. Assim, somos profundamente gratos a este reconhecimento."

Ao destacar a rotina da profissão, ele compartilhou a dualidade vivida pelos magistrados entre a realização profissional e a "profunda angústia" provocada pela responsabilidade de decidir sobre os conflitos:
"Procuramos honrar a toga, símbolo da autoridade que a sociedade mineira nos confiou. Como acontece em qualquer profissão, tivemos vários momentos de intensa realização, mas outros, muito frequentes, de grande angústia diante dos dramas humanos em conflito e para os quais nós deveríamos buscar a melhor solução possível."
Projetando o início de uma nova fase pessoal dedicada à família, aos amigos e a novos projetos individuais, o desembargador Caetano Levi enfatizou que a experiência acumulada pelos magistrados aposentados continua disponível para colaborar com a instituição em frentes não jurisdicionais:
"Agora, encerrada a nossa missão institucional, dispomos de tempo a fim de nos dedicarmos aos nossos entes queridos, aos amigos, e a realizarmos sonhos sempre adiados em decorrência da sempre crescente carga de trabalho. Estamos à disposição do nosso Tribunal de Justiça para emprestar a nossa experiência, que pode ainda ser útil em várias atividades não jurisdicionais."
Confira a lista de magistrados aposentados entre 2024 e 2026, presentes na solenidade de homenagem:
Desembargadores:
Armando Freire
Caetano Levi Lopes
Evangelina Castilho Duarte
Kildare Gonçalves Carvalho
Moacyr Lobato de Campos Filho
Maria das Graças Rocha Santos
Marco Aurélio Ferrara Marcolino
Maria Luíza de Marilac Alvarenga Araújo
Rubens Gabriel Soares
Juízes:
Carlos Márcio de Souza Macedo
Maria da Glória Reis
Maria de Lourdes Freitas Fontani Villarinhos
Roberto das Graças Silva
Zilda Maria Youssef Murad














Com informações e fotos da Diretoria Executiva de Comunicação (Dircom) do TJMG


