O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves assumiu nesta terça-feira (25/8) a cadeira de corregedor nacional de Justiça para o biênio 2026/2028, em cerimônia realizada na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na presença de ministros e autoridades do Judiciário, Executivo e Legislativo. A presidente da AMB, Vanessa Mateus, prestigiou a solenidade, juntamente com outros dirigentes associativos. O ministro dirigiu palavras de reconhecimento ao antecessor, o ministro do STJ Mauro Campbell Marques. “Assumo o compromisso de dar continuidade às políticas que produziram resultados relevantes, sem deixar de enfrentar as novas demandas impostas ao nosso Poder Judiciário”, disse.
Para ele, a Justiça do futuro não será apenas mais digital, mas também terá de ser mais acessível, clara, simples, confiável e humana. “E para atingir esse objetivo, o cargo de corregedor nacional demanda integridade, eficiência e diálogo institucional. Integridade para apurar as reclamações disciplinares com rigor técnico sem seletividade, nem complacência, sempre com observância do devido processo legal”, considerou.
Em discurso durante a cerimônia, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, ressaltou a contribuição do novo corregedor para a democracia brasileira ao longo de sua trajetória. Como Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral, Benedito Gonçalves atuou contra a desinformação e questionamentos ao processo eleitoral brasileiro. “E Sua Excelência o fez como devem agir os magistrados: por meio dos autos, das provas, da Constituição e da lei”, declarou Fachin.
Fachin citou outros marcos da carreira do novo corregedor, que tem mais de cinco décadas de serviço público e 38 anos como juiz federal, especialmente, na Justiça Federal fluminense, onde foi desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Em 2008, o Benedito Gonçalves chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). “São 18 anos de atuação marcados pela técnica e, sobretudo, pela compreensão de que o exercício da jurisdição exige independência de espírito”, destacou o presidente do CNJ.

*Com informações do CNJ
Fotos: AMB e CNJ


