A presidente da Amagis, juíza Rosimere Couto, recebeu nesta terça-feira (15/9) o presidente da Associação Profissionalizante do Menor (Assprom), desembargador aposentado Edgard Penna Amorim, em visita de cortesia à sede da entidade. O encontro reforçou a parceria histórica entre o Judiciário mineiro e a Assprom, que completa 50 anos em 2026. Em 1976, o então presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Edésio Fernandes, celebrou o primeiro contrato de parceria com a instituição.

A Assprom atua na socioaprendizagem de adolescentes a partir de 16 anos, selecionados prioritariamente com base em critérios de vulnerabilidade social. A entidade oferece capacitação inicial para o mundo do trabalho e, durante o período de aprendizagem, promove formação teórica e prática em instituições parceiras, como o TJMG. Os jovens também têm acesso a reforço escolar e cursos de informática e robótica, além de assistência social, psicológica, odontológica e médica. Quando necessário, o acompanhamento é estendido às famílias.
O trabalho em conjunto com o TJMG demonstra o alcance de iniciativas que unem entidades públicas e a sociedade em torno da criação de oportunidades. Para o presidente da Assprom, a participação de magistrados e servidores é parte importante desse processo. “Como presidente da instituição, vim apresentar aos colegas, por meio da Amagis, a importância do envolvimento de juízes, desembargadores e dos servidores do Judiciário na formação desses adolescentes”, ressaltou.
A presidente Rosimere Couto afirmou que a visita foi uma oportunidade de reconhecer a trajetória da Assprom e o trabalho desenvolvido por Edgard Penna Amorim à frente da entidade. “É uma satisfação receber o desembargador na Amagis e acompanhar ainda mais de perto o trabalho que a associação desenvolve em favor de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade. A parceria construída ao longo de 50 anos entre a Assprom e a Magistratura mineira demonstra como a união de esforços pode abrir caminhos e favorecer o desenvolvimento social. A Amagis se sente honrada em fazer parte dessa história”, disse.
Para Edgard Penna Amorim, o propósito da Assprom vai além da preparação profissional. Segundo o desembargador, a entidade busca contribuir para que os adolescentes desenvolvam autonomia, reconheçam seus direitos e fortaleçam o sentimento de pertencimento à sociedade. “A nossa preocupação não é apenas capacitar para o mundo do trabalho, mas principalmente que o indivíduo tenha dignidade e se reconheça como pessoa de direitos”, destacou. De acordo com ele, a expectativa é que os jovens concluam o período de aprendizagem levando consigo não apenas conhecimentos profissionais, mas também valores para toda a vida.
Investimento
A atuação da Assprom produz ainda reflexos econômicos. Conforme levantamento estatístico citado pelo desembargador, em 2023, para cada R$ 1 investido por um parceiro público nas parcerias com a entidade, R$ 3,40 retornavam à sociedade, direta ou indiretamente. O resultado, segundo o magistrado, demonstra que o investimento na formação dos jovens gera benefícios sociais e contribui para a economicidade dos recursos públicos. “Não é só uma questão social. Até do ponto de vista econômico, de economicidade de recurso público, essas parcerias valem a pena”, afirmou.
No ano em que a Assprom comemora cinco décadas de história, Edgard Penna Amorim também destacou o significado pessoal de estar à frente da instituição. Associado há cerca de 20 anos, ele passou a participar da gestão da entidade após a aposentadoria, há cerca de cinco anos, e encontrou no trabalho voluntário uma forma de retribuir à sociedade as oportunidades que recebeu ao longo da vida. “É muito gratificante a gente poder fazer um pouco, devolver um pouco daquilo que recebemos, porque o beneficiário final, quem ganha é o adolescente e, no final das contas, as suas famílias e a sociedade”, concluiu.


