Salário mínimo

O Senado aprovou nesta quarta-feira (8) Medida Provisória 672/2015, que mantém as atuais regras de reajuste do salário mínimo para o período de 2016 a 2019. O reajuste é calculado pela soma da variação da inflação (INPC) e do Produto Interno Bruto (PIB). Durante a tramitação, senadores, com o apoio do governo, tentaram aprovar uma emenda que faria com que o texto voltasse à Câmara, mas a mudança foi rejeitada. Agora, a matéria segue para sanção presidencial. A novidade no texto aprovado no Congresso em relação ao texto original feito pelo Executivo é a extensão dos reajustes aos benefícios de valor superior a um salário mínimo pagos pela Previdência Social (aposentadorias e pensões). Essa mudança foi feita na Câmara, depois de a comissão mista que analisou o texto ter rejeitado várias emendas com esse objetivo. O governo é contra esse reajuste. Um dos maiores defensores da mudança feita na Câmara, o senador Paulo Paim (PT-RS) questionou se era justo deixar de ter uma política para reajustar os benefícios de quem ganha acima de um salário mínimo. Muitos aposentados de hoje, segundo o senador, contribuíram sobre um valor bem maior e veem, a cada ano, seus benefícios diminuírem. (Agência Senado)

Dólar

Em meio a preocupações com a China e a Grécia, o dólar teve forte alta nesta quarta-feira (8) e fechou acima de R$ 3,20 pela primeira vez em três meses. O dólar comercial subiu 1,61% (R$ 0,051) e fechou vendido a R$ 3,234, na maior cotação desde 27 de março (R$ 3,241). Na máxima do dia, por volta das 12h, a moeda norte-americana atingiu R$ 3,236. A divisa acumula alta de 4,02% em julho e de 21,63% no ano. O dólar subiu em todo o mundo por causa das preocupações com a China, depois que as medidas postas em prática pelo governo do país não conseguiram conter a queda no mercado de ações. Em apenas um mês, as ações das empresas chinesas perderam cerca de um terço do valor, embora continuem 75% acima do registrado há um ano. Somente hoje, 1,3 mil empresas tiveram a comercialização de ações suspensa na Bolsa de Xangai, o que levou investidores a comprarem dólares. As tensões em torno das negociações do futuro da economia grega também contribuíram para a alta da moeda norte-americana. Nesta quarta-feira, o país pediu formalmente um novo resgate do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira, fundo que socorre os países da zona do euro. O Conselho Europeu obrigou o governo grego a apresentar uma proposta até esta quinta-feira (9), para tentar fechar um acordo até domingo (11). (Agência Brasil)

Desemprego

A taxa média de desemprego subiu nos últimos três meses até maio e chegou a 8,1%, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período do ano passado, a taxa era de 7% e de 7,4% no trimestre encerrado em fevereiro (7,4%). No trimestre encerrado em março a taxa foi de 7,9%, e em abril, de 8%. É a maior taxa de desemprego da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2012. Segundo o IBGE, no trimestre encerrado em maio havia cerca de 8,2 milhões de pessoas desocupadas. "Esta estimativa era 7,4 milhões no trimestre de dezembro a fevereiro de 2015, apontando alta de 10,2% (756 mil pessoas a mais). No confronto com o mesmo trimestre do ano passado, esta estimativa subiu 18,4% (1,3 milhão de pessoas a mais)", disse o instituto. Já o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 1.863) ficou estável frente ao trimestre de dezembro a fevereiro de 2015 (R$ 1.877) e em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 1.870). A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos para o trimestre encerrado em maio (R$ 166,1 bilhões) também não apresentou variação estatisticamente significativa em ambos os períodos de comparação. (Estado de Minas)

Lava Jato

O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quer manter sob sigilo o resultado das investigações da empresa britânica Kroll, contratada pela CPI da Petrobras para identificar remessas ao exterior de dinheiro desviado da estatal. Em junho, o documento foi classificado como “reservado” por Cunha, o que permite o sigilo da documentação pelos próximos cinco anos, ou seja, até 2020. A Kroll investiga contas bancárias no exterior pertencentes a pelo menos 12 pessoas suspeitas de manter dinheiro desviado pelo esquema do petrolão. Oficialmente, só os deputados André Moura (PSC-SE) e Hugo Motta (PMDB-PB), ambos aliados de Cunha, sabem quem está na relação. “Segundo eles próprios (da Kroll) nos disseram, o vazamento das informações seria extremamente prejudicial para o andamento do trabalho”, disse André Moura ao justificar o sigilo. Atual líder do PSC, o sergipano é um dos sub-relatores da CPI da Petrobras. “Na reunião que tivemos com a Kroll, em junho, perguntamos aos deputados se eles gostariam de ter acesso aos dados. Os próprios parlamentares não quiseram, para evitar possíveis vazamentos. Agora não adianta reclamar que não houve discussão”, disse Moura. Um dos parlamentares que não quis saber quem está na lista foi Luiz Sérgio (PT-RJ), apesar de o petista ser relator da CPI. (Correio Braziliense)

Renan Calheiros

A Justiça Federal no Distrito Federal abriu ação civil de improbidade administrativa contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O juiz Waldemar Claudio de Carvalho, da 14ª Vara Federal, aceitou pedido do Ministério Público Federal (MPF) para apurar se, em 2007, Renan obteve vantagens durante seu primeiro mandato na presidência da Casa. O MPF investiga se o senador teve despesas pessoais pagas por Cláudio Gontijo, que atuava como intermediador da Empreiteira Mendes Júnior. De acordo com reportagens divulgadas durante as investigações, os valores seriam destinados ao pagamento de pensão e do aluguel do imóvel onde morava a jornalista Mônica Veloso, que teve uma filha com o parlamentar. Na época, os fatos levaram Renan a renunciar à presidência do Senado. Na esfera penal, os fatos também são investigados no Supremo Tribunal Federal (STF). A assessoria de Renan Calheiros disse que ele ainda não tomou conhecimento da ação e que vai se manifestar somente no processo. (Agência Brasil)

Eike

A lista de processos contra o ex-bilionário Eike Batista continua crescendo na Justiça do Rio. Em junho, o acionista Márcio Lobo entrou com ação pedindo a anulação da assembleia da OGPar (antiga OGX), realizada em maio de 2014. Segundo Lobo, Eike teria votado nessa assembleia pela aprovação das contas de 2013 da companhia e o aumento da remuneração de executivos em 50%. "Como ele era acionista controlador da companhia, ele não poderia ter votado e aprovado as próprias contas", explica o advogado, ex-minoritário da OGX. "Quero que a lei seja respeitada." Segundo Lobo, ele também não poderia ter votado no aumento de 50% do bolo pago a executivos, para R$ 21 milhões, já que se beneficiaria como administrador. Na época da assembleia, Lobo tentou impedir previamente o voto de Eike por meio de uma reclamação na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). O caso virou processo, mas não foi julgado. (O Tempo)

Mega-Sena

Grande expectativa para o sorteio do concurso 1.721 da Mega-Sena, que será realizado nesta quarta-feira (09) e poderá pagar o prêmio de R$ 35 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio especial faz parte da edição de férias e altera o cronograma dos demais sorteios, que já teve um concurso realizado na terça-feira (7) e ainda terá outro, o concurso 1.722, sorteado no sábado (11). Conforme a Caixa Econômica Federal (CEF), se um apostador levar o prêmio sozinho e aplicá-lo integralmente na poupança, receberá aproximadamente R$ 252 mil por mês em rendimentos. Caso prefira, poderá adquirir uma frota de 233 carros de luxo. (Hoje em Dia)

Radar

Fiscais de trânsito incansáveis, que trabalham 24 horas por dia e são capazes de fazer uma varredura completa de sua área de atuação ganham cada vez mais postos nas ruas de Belo Horizonte. Apenas nos últimos dois meses, 26 novos radares foram ligados em BH, mas isso é só 10% do que ainda vem por aí: os equipamentos fazem parte de um pacote de 246 aparelhos que vão fiscalizar excesso de velocidade, avanço de semáforo e invasão de faixas exclusivas de ônibus. Somados aos 167 que já existem na cidade, o número vai mais que dobrar e, certamente, fará aumentar a quantidade de infrações, que já cresceram quase 5% na capital mineira entre 2013 e 2014 (veja quadro), mantendo a arrecadação em alta. Porém, o movimento que poderia parecer só trazer vantagens vem tirando espaço da fiscalização humana e reduzindo a poder da caneta dos agentes, com repercussão negativa para o controle das regras de circulação. O impacto poderá ser ainda maior quando o Supremo Tribunal Federal (STF) terminar o julgamento do mérito da ação que questiona o poder da Guarda Municipal para aplicar multas na capital. Em 13 de maio, os ministros do STF começaram o julgamento de um recurso do Ministério Público, sob o argumento de que a Guarda usurpa atribuição da Polícia Militar de fiscalizar o trânsito, e de que os decretos que regem a função dos agentes da corporação municipal violam a Constituição Federal. O julgamento foi suspenso com quatro votos a favor e quatro votos contrários ao argumento do MP, sendo interrompido devido à ausência justificada dos ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. O assunto chegou a entrar na pauta do último dia 26, mas não foi possível retomar a apreciação, que ficou para agosto, depois do recesso do Judiciário. Outro que pode votar é o ministro Luiz Edson Fachin, recém-empossado no STF. Apenas no ano passado, os guardas da Prefeitura de BH multaram mais de 132 mil motoristas praticando infrações nas ruas da cidade. (Estado de Minas)

Hoteis

Seis hotéis tradicionais de Belo Horizonte fechados, mais de mil trabalhadores demitidos, taxa de ocupação média de 45% e diárias padrão cinco estrelas por R$ 200. Os números da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Minas Gerais (Fhoremg) mostram que crise econômica e falta de planejamento atingiram em cheio o setor, que pede socorro. A avaliação é do presidente da entidade Paulo César Pedrosa. Para ele, a crise no setor foi agravada pela construção desnecessária de trinta novos hotéis visando a Copa Mundo de 2014. Na realidade, depois da Copa do Mundo, nada aconteceu em Belo Horizonte em relação a turismo de negócios. Houve um exagero na autorização de construção. Sempre falei que Belo Horizonte precisava apenas de três, quatro hotéis, não 30”, disse Pedrosa. (Itatiaia)

Itália

A presidente Dilma Rousseff será acompanhada por três ministros na visita que fará a Roma e a Milão, na Itália, depois de concluir sua participação nos eventos da VII Cúpula dos Brics, que ocorre até esta sexta-feira (10/7) na Rússia. A comitiva à Itália será composta pelos ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, da Agricultura, Kátia Abreu, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, segundo decreto publicado no Diário Oficial da União. Ainda integram o grupo o embaixador do Brasil na Itália, Ricardo Neiva Tavares, e os intérpretes Paulo Angelo Liegio Matão e Patrícia Gabrielle Santos Flores. O período da viagem da presidente Dilma à Itália vai de 10 a 12 de julho. (Correio Braziliense)

Grécia

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, admitiu ontem (8) que é necessária uma reestruturação da dívida grega. Ela destacou que continua comprometida com as tentativas para encontrar uma solução para a crise no país. “Uma reestruturação da dívida é, na nossa opinião, necessária no caso da Grécia, para que ela tenha uma dívida viável”, declarou Christine Lagarde. A posição contraria as opiniões da maioria dos países da zona do euro. O governo de Atenas, que pede uma redução da dívida pública, comprometeu-se nesta terça (7) a apresentar um novo programa de reformas em resposta ao ultimato lançado pelos líderes da zona do euro. Sem se pronunciar diretamente sobre a promessa de reformas feita pelo governo grego, a diretora-gerente do FMI avaliou que houve progressos importantes. Ela disse que a Grécia tem de ultrapassar a crise aguda em que está envolvida. Apesar de a Grécia ter entrado oficialmente em calote na passada semana, por não pagar cerca de 1,5 bilhão de euros ao FMI, a diretora-geral da instituição sediada em Washington garantiu estar comprometida com as tentativas para o país sair da crise. “Continuamos plenamente empenhados em encontrar uma solução”, disse Christine Lagarde. (Agência Brasil)